29 de abril de 2010

#6 Alentejanos de Barro


Imagens de artesanato fotografadas no posto de turismo de Serpa

25 de abril de 2010

#5 25 de Abril

Mudam-se os tempos, mudam-se as frases escritas nas paredes. Hoje, dia 25 de Abril de 2010, as reivindicações são outras ou serão as de sempre?
Coimbra, Av. Drº Júlio Henriques, Março de 2009.
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Lisboa, Assembleia da República, Maio de 2009.

Coimbra, Universidade, Junho de 2009.

22 de abril de 2010

#4 Serpa, procissão



21 de abril de 2010

#3 Serpa, dia de procissão






As festas em honra de Nossa Senhora de Guadalupe, padroeira de Serpa, sendo coincidentes com a Páscoa, prolongam-se até terça-feira. A imagem da padroeira é transportada da ermida, onde permanece todo o ano, para a igreja matriz, e na segunda-feira percorre em procissão as ruas da cidade. É uma festa bonita, em que os serpenses que vivem fora regressam nesses dias, não apenas para estar com a família, mas também para prestar homenagem a Nª Srª de Guadalupe. É uma festa religiosa, onde a expressão pagã se manifesta, por exemplo, na oração a Nossa Senhora em cante alentejano.
Sempre foi uma festa com as suas vicissitudes, não fosse Serpa uma terra alentejana com memória dos tempos de outrora e fortemente ideologizada. Sempre foi uma festa pacífica, em que as pessoas respeitosamente acompanham a sua padroeira. No entanto, este ano a procissão foi conflituosa e polémica porque o andor de Nª Srª da Conceição, que em anos anteriores acompanhou a procissão, foi retirado.
A história conta-se de forma breve. O pároco de Serpa, por questões litúrgicas, entendeu que não fazia sentido que a imagem de Nossa Srª de Guadalupe fosse acompanhada pela de Nª Srª da Conceição porque, apesar de nomes diferentes, são uma mesma pessoa. Por isso terá tomado a iniciativa de substituir Nª Srª da Conceição pela imagem do Sagrado Coração de Jesus. Na hora da saída da procissão, as pessoas que estavam em frente à igreja indignaram-se com a ausência do andor e entre protestos e insultos, em que a GNR teve que intervir, exigiu-se que a imagem acompanhasse a procissão. O pároco ainda se tentou justificar mas de pouco serviu. Logo em seguida a imagem apareceu transportada ao colo por dois homens e assim, de forma inusitada, percorreu as ruas da cidade. Por isso a procissão de Serpa teve este ano a presença alegórica da GNR.
No dia a seguir o Bispo de Beja dizia: As pessoas que não são praticantes, que só vão à festa e estão à espera que se faça sempre igual, é que se portaram mal." e "quem mais protestou são pessoas que não praticam e que vão apenas à festa. Não são aquelas que fazem parte da comunidade normal, embora o padre tenha de trabalhar com todas" (Correio da Manhã). Algumas das pessoas que fazem parte da “comunidade normal” nos dias a seguir, de forma exagerada, diziam que tinham vergonha de ser de Serpa, por outro lado, os que apenas “vão à festa” indignavam-se por não se cumprir a tradição. Exageros à parte, tudo acalmou porque o povo é sereno e o bom senso imperou.

18 de abril de 2010

#2 Deserto, de Le Clézio

Acabei de ler Deserto, de JMG Le Clézio,um livro de prosa feito poesia que narra a força de caminhar.
Deserto, de Jean Marie Gustave Le Clézio, que recebeu em 2008 o Prémio Nobel de Literatura, é um romance de 1980, que obteve o Prémio Paul Morand da Academia Francesa. Relata a marcha de um exército de maltrapilhos muçulmanos que, com os seus camelos e cavalos, cabras, mulheres e crianças atravessa o deserto da Mauritânia, alguns deles vindos de mais longe ainda, do Sudão ou de Tombuctu, para se juntarem, na cidade santa de Samara, às tropas do sheik Al Maminey que pretende avançar para Norte e atacar os colonialistas franceses que hão-de dízimá-los cruelmente, a soldo de grandes interesses económicos. De entre as personagens mais importantes destacam-se Nour, um rapazinho que vive estas experiências de sede, fome, doença, combate e desilusão; e especialmente Lalla ou Hawa ben Hawa, que se apaixona, ainda adolescente, por um pastorinho semi-selvagem, surdo mudo, que a engravida. Esta menina arisca é levada para Marselha numa leva da Cruz Vermelha Internacional e arruma quartos como empregada doméstica, num hotel de putas, crimonosas e vadios. Descobre-a um grande fotógrafo, impressionado pela sua beleza exótica, que dela faz uma cover girl, vedeta de capas de revistas, modelo de moda, assediada por muitos admiradores. Mas, à beira de expirarem os nove meses da gravidez de Lalla, ela sem se despedir de ninguém, deixa a França e uma carreira promissora e regressa à sua terra, para aí, frente ao mar, encostada ao tronco de uma árvore, sozinha, dar á luz a criança tão desejada. Resta dizer que a escrita poética, de uma grande precisão, que é a de Le Clézio, dá ao romance uma envolvência e um fascínio quase incomparáveis (in Leitura Gulbenkian)

As fotografias foram tiradas com uma canon Digital IXUS 75.

17 de abril de 2010

#1 Primeiro Post

O que se escreve na abertura de um blogue? Poderei dizer que este é o primeiro post do resto da vida deste blog. Parece contudo mais sensato utilizar este momento para fazer apresentações e declaração de intenções.
Transgrafias é o produto de outros fotoblogues que se fizeram antes, nomeadamente Impressões Fotográficas e Miragem, e do blog que se quer continuar a fazer, AlSul. Sendo que nestes dois últimos contei e continuo a contar com a cumplicidade e amizade de Khalid Fekhari. Estes espaços serviram essencialmente para mostrar fotografias, sujeitá-las a críticas e apreciações e, por consequência, tiveram também o mérito de obrigar a reflectir sobre o próprio exercício fotográfico. Com Transgrafias pretendo continuar este exercício de tirar fotografias, observá-las e depois mostrá-las, mas também quero que este seja um espaço mais amplo, um portfólio que permita outras intervenções e apresentações.
Porquê este título? Porque Trans é um prefixo que entre muito sentidos quer significar o que está “para além de”, ou “através de”, enquanto grafias significa “escrita”. Assim, Transgrafias é o que “está para além da escrita”, independentemente da forma de escrita a que me esteja a referir. Sendo este blogue eminentemente visual, Transgrafias quer significar o que está para alem da escrita convencional, e o está para além são phos graphé, ou seja uma escrita de luz, o que é o mesmo que dizer fotografia.
Com uma irregular regularidade irei colocar conteúdos neste blogue, esperando pela vossa regular visita. Se vos apetecer deixar comentários poderão fazê-lo no formulário da página dos comentários.

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