21 de março de 2012
9 de março de 2012
#85 Dia da Mulher
Todos os dias são dias, umas vezes da mãe outros do pai, da liberdade, da música, do trabalhador e assim sucessivamente. Todos estes dias são dias todo o ano, por isso se diz que Natal não é só em Dezembro, mas sempre que se quiser. É como o dia da mulher que tem a validade da vida, e que não é quando se quer, porque se quer sempre.
28 de fevereiro de 2012
#84 Cante Alentejano
Ombro com ombro. numa cadência balanceada, primeiro o Ponto, depois o Alto e em seguida o Coro, assim canta um povo que luta e labuta numa terra de encantamentos.
Grupo Coral e Etnográfico os Camponenses de Pias.

22 de fevereiro de 2012
#83 Metáfora
Se tudo pode ser metáfora para a vida, então esta fotografia pode ser uma dessas figuras de estilo a quer significar que a vida é algo mais do que um simples bafejo biológico, e que os turtuosos caminhos seguidos nos conduzem a lugares inusitados.
Etiquetas: Natureza
9 de fevereiro de 2012
#82 Fotografia de Coimbra
José Luís Peixoto, in Gaveta de Papéis
Coimbra é a cidade e a esperança dos domingos à tarde. Um calendário abandonado no bolso do casaco é Coimbra. Coimbra são as fotografias reveladas de um rolo antigo, esquecido numa gaveta. E, no entanto, enquanto falamos, Coimbra existe e corre no recreio. Existe ar que é respirado apenas por Coimbra. Existe um coração no seu peito a bater, e esse é um milagre de deus que transcende deus.
Etiquetas: Paisagem urbana
22 de janeiro de 2012
11 de janeiro de 2012
#80 Trancoso
Trancoso, terra de muitas batalhas, de reis e rainhas, do profeta Bandarra (autor das Trovas messiânicas do sebastianismo) e do Padre Francisco Costa (que supostamente terá tido 275 filhos de 54 mulheres). Por aqui faz muito frio e chega a haver sincelo, mas com castanhas, sardinhas doces e a simpatia das pessoas não há frio que resista.
Fotografias tiradas com uma lente Nikkor olho de peixe.

Fotografias tiradas com uma lente Nikkor olho de peixe.



2 de janeiro de 2012
21 de dezembro de 2011
#78 Comunião
Vivem-se tempos difíceis de uma crise preocupante, em que de repente as questões com o trabalho, salário e consumo parecem impossibilitar a felicidade das pessoas. Não estou a falar da felicidade de comprar coisas, nem tão pouco da felicidade inerente à segurança e bem-estar, ou de uma suposta felicidade religiosa. Falo da sanidade mental para nos encantarmos com o mundo e as pessoas, para estarmos com os amigos e a família, para compartilharmos afectos. Esta fotografia é um retrato dessa felicidade, foi tirada por Khalid Fekhari em Marraquexe durante uma encantadora refeição, em que mais do que se encher barriga se preencheu o peito de felicidade. Numa sequência que começa nas mãos mais idosas, estão presentes Zineb, Marta, Rachida, Saad, Carlos, Cristina, Kenza e Ismail em total comunião.
E porque esta fotografia é representativa de pureza do Natal, o Centro de Estudos Sociais escolheu-a para dar as Boas Festas, sendo aqui colocada para vos desejar felicidades nos tempos que correm.
E porque esta fotografia é representativa de pureza do Natal, o Centro de Estudos Sociais escolheu-a para dar as Boas Festas, sendo aqui colocada para vos desejar felicidades nos tempos que correm.
13 de dezembro de 2011
#77 O Pico do Pico
O Pico é o ponto mais alto de Portugal, com 2351 metros, mas não é por isso que sai assim do meio das nuvens. Esta é uma terra de mistérios e encantamentos, e o Pico sendo uma enorme massa por vezes volatiliza-se, e fica ali como que a flutuar na sua condição de ilha num mar de algodão.
Esta fotografia foi tirada da janela de um avião, em Fevereiro de 2005, quando voava da Terceira para o Faial. Fiquei deslumbrado.
4 de dezembro de 2011
25 de novembro de 2011
#75 Saberes em Diálogo
O Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra realiza, de há dois anos a esta parte, um ciclo de seminários designado “Saberes em Diálogo”. O último debate realizou-se no passado dia 23 de Novembro, tendo sido dedicado ao tema “Narrativas do Social: testemunho, denúncia e transformação”. Neste debate, moderado por Ana Raquel Matos, participaram como oradores: Ana Bacalhau, vocalista dos Deolinda, Bruno Sena Martins, Antropólogo e Bloguista, Claudino Ferreira, Sociólogo e José Luís Peixoto, Escritor.
As diferentes perspectivas que foram apresentadas sobre o tema ajudaram a compreender a forma como muitas dessas narrativas invadem o nosso quotidiano e como, cada uma delas, à sua maneira, se mostra capaz de influenciar, às vezes de forma indelével, os discursos que elaboramos sobre a realidade.
Mais do que se apreendeu sobre o tema em si, e foi muito, reclama-se por mais iniciativas deste género, onde os saberes universitários cedam a pôr o pé em zonas de contacto epistemológico, abrindo-se ao diálogo com outros saberes, em reconhecimento do proveito que pode resultar dessa partilha, para todos: peritos e leigos.
Sobre este debate em particular fica uma nota relativa à escolha acertada dos oradores. As narrativas sobre “as narrativas do social”, acima de tudo, mostraram que a realidade é constituída por verdadeiras “histórias com gente dentro”.
As diferentes perspectivas que foram apresentadas sobre o tema ajudaram a compreender a forma como muitas dessas narrativas invadem o nosso quotidiano e como, cada uma delas, à sua maneira, se mostra capaz de influenciar, às vezes de forma indelével, os discursos que elaboramos sobre a realidade.
Mais do que se apreendeu sobre o tema em si, e foi muito, reclama-se por mais iniciativas deste género, onde os saberes universitários cedam a pôr o pé em zonas de contacto epistemológico, abrindo-se ao diálogo com outros saberes, em reconhecimento do proveito que pode resultar dessa partilha, para todos: peritos e leigos.
Sobre este debate em particular fica uma nota relativa à escolha acertada dos oradores. As narrativas sobre “as narrativas do social”, acima de tudo, mostraram que a realidade é constituída por verdadeiras “histórias com gente dentro”.
Claudino Ferreira (sociólogo)
José Luís Peixoto (escritor)
Ana Raquel Matos (Socióloga e moderadora) e José Luís PeixotoEtiquetas: Pessoas, Reportagem
16 de novembro de 2011
#74 A concertina do Artur
Esta é a concertina do Artur Ferandes. O Artur é um grande músico, envolvido em muitos projectos musiciais, sendo o mais significativo o das Danças Ocultas. Em tempos explicou-me o que era uma concertina, o que a distinguia de um acordeão, qual era a mecânica do som deste instrumento. Diz o Artur, no livro Alento, "tocar uma nova música neste instrumento exige toda uma nova atitude. Porque a concertina é como um espelho - não nos mente. Quando estamos bem, quando estamos preparados, o instrumento entende. É como se dissesse: 'vá lá! Toca lá isso'". Este instrumento toca-se abraçado, e a música que dele sai é envolvente, pelo menos a música do Artur é. Quem quiser ouvir o som desta concertina pode ir aqui ou aqui.


3 de novembro de 2011
#73 Hércules e Aqueloo
Hércules e Aqueloo, o deus-rio, apaixonaram-se ambos pela princesa Deianira. A princesa havia sido prometida a Aqueloo, contudo Hércules, após retornar do reino dos mortos, desafiou Aqueloo para um combate, sendo que aquele que vencesse ficaria com Deianira. Os dois rivais confrontaram-se assim numa luta feroz, corpo a corpo. Aqueloo que possuía a capacidade de se metamorfosear transformou-se inicialmente numa serpente que com os seus silvos espantosos tentou amedrontar Hércules. Mas este não se intimidou e agarrando o bicho pelo pescoço estava prestes a estrangulá-lo quando Aqueloo se transformou num touro. Então, no meio da luta, Hércules arrancou um corno ao touro, e Aqueloo humilhado fugiu. As ninfas apanharam aquele corno, encheram-no de flores e frutos, fazendo dele a cornucópia da abundância. Hércules entretanto casou com Deianira.
A estátua, que ilustra a luta entre os dois deuses, foi feita por François Joseph Bosio, em 1824, e está no Museu do Louvre, onde a fotografei em Agosto de 2007.
A estátua, que ilustra a luta entre os dois deuses, foi feita por François Joseph Bosio, em 1824, e está no Museu do Louvre, onde a fotografei em Agosto de 2007.
Etiquetas: Estátua
25 de outubro de 2011
#72 Inverno
Céu de chumbo, nuvens negras e luz pardacenta, este é o prognóstico para os tempos que se aproximam.
20 de outubro de 2011
12 de outubro de 2011
#70 IP3
De volta à IP3, à alucinação de uma estrada que mais parece um estaleiro: obras em Penacova porque as barreiras estavam a desmoronar-se; obras nas pontes da Aguieira porque os pilares precisam de reparações urgentes; obras na ponte de Santa Comba Dão porque a pilar 2 apresenta uma patologia (é assim que as Estradas de Portugal referem no comunicado); ainda não há obras na ponte do Chamadouro, mas segundo o LNEC a mesma está em risco de ruir. Hoje fecharam duas faixas de rodagem na ponte açude, em Coimbra. Para quem tem que fazer esta viagem todos os dias, a estrada é mesmo uma alucinação.


Etiquetas: Reportagem
4 de outubro de 2011
#69 KMY
Os três tristes tigres que aparecem nesta fotografia podiam perfeitamente ser as pessoas da Santíssima Trindade, os Três Sobrinhos do Tio Patinhas, os três tenores, os Três Mosqueteiros, as Três Irmãs, os Três Duques, os Três Porquinhos, os Três Reis Magos, “o Bom, o Mau e o Vilão” ou “Feios, Porcos e Maus”. Mas não! Estes três da vida airada são os meus amigos KMY. E porque são amigos faço com eles experiências radicais, como por exemplo extremar os contrastes desta fotografia.
27 de setembro de 2011
#68 Coimbra
Coimbra hoje amanheceu assim, como que a anunciar o fim dos tempos quentes e a chegada dos tempos frios.


19 de setembro de 2011
#67 Bilhete postal: Genébra
Genébra, algures entre 7 e 10 de Setembro, aquando do 10º Congresso da Associação Europeia de Sociologia. Uma cidade cara, ou antes, extraordinariamente cara. Uma cidade colonizada por portugueses. Uma cidade que corresponde a um certo imaginário que tinha sobre o que era a Suiça. Uma cidade bonita e elegante, mas onde lhe falta qualquer coisa de cativante. Pronto, estas são as simples impressões de 4 dias.




Etiquetas: Paisagem urbana; Bilhete postal
7 de setembro de 2011
#66 O cuspidor de fogo
Serpa, 26 de Agosto de 2011. Como que dragões que cospem fogo, também este homem mandava para fora de si um fogo quente e intenso que invadia o ar. Parecia que tinhamos recuado aos tempos misticos em que os homens cuspiam verdadeiramente fogo, tal como os dragões.


1 de setembro de 2011
#65 Camões
Estátua de Camões no Largo de Camões / Lisboa.
Camões, se tu visses o que os barões assinalados fizeram da ocidental praia lusitana. Nuns dias aumentam impostos, noutros anunciam novos impostos. "É a crise" dizem eles. Quando se vive permanentemente em crise, a mesma deixa de o ser para ser a normalidade. Por isso não há crise nenhuma na ocidental praia, o que há são perigos e dias esforçados mais do que promete a força humana.
Camões, se tu visses o que os barões assinalados fizeram da ocidental praia lusitana. Nuns dias aumentam impostos, noutros anunciam novos impostos. "É a crise" dizem eles. Quando se vive permanentemente em crise, a mesma deixa de o ser para ser a normalidade. Por isso não há crise nenhuma na ocidental praia, o que há são perigos e dias esforçados mais do que promete a força humana.
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