25 de maio de 2012

#91 Académica de Coimbra

Uma noite de festa, de emoções, de gritos e cânticos. Na noite de 20 de Maio, Coimbra era uma cidade feliz. Setenta e três anos depois a AAC voltou a ganhar a Taça de Portugal. BRIOSSSSSSAA!!!!!!




10 de maio de 2012

#90 Queima das Fitas

Coimbra, 6 de Maio de 2012, Cortejo da Queima das Fitas.




28 de abril de 2012

#89 Urban Sketchers Coimbra

Hoje a baixa de Coimbra estava cheia de urban sketechers, desenhadores do quotidiano que espontaneamente desenham o que se lhes oferece à vista. Em pequenos cadernos, com mais ou menos jeito para desenhar, esboçavam uma Coimbra por vezes desapercebida.


19 de abril de 2012

#88 Robert Doisneau

Robert Doisneau é um dos fotógrafos mais famosos de sempre, sendo conhecido pelas suas fotografias de Paris. O Beijo no Hotel de Ville é a sua imagem mais icónica e polémica, pois se durante muito tempo foi considerada como uma imagem perfeita pela espontaneidade e oportunidade com que foi obtida, mais tarde descobrir-se-ia que os dois amantes eram modelos contratados por Doisneau para encenarem o momento. Contudo a fotografia perdurou como a imagem cliché do romantismo na cidade luz.
Munido de uma Leica, o fotógrafo retratou com sensibilidade e ironia o quotidiano de distintas classes sociais, de homens e mulheres e sobretudo de crianças. Num olhar que perdurou no tempo, antes e depois da II Guerra, as suas fotografias conservaram sempre o sentido de humor e a expressividade estética do preto e branco.
No dia 14 de Abril celebrou-se o centenário do nascimento de Roberto Doisneau, e como homenagem deixam-se aqui algumas fotografias tiradas a partes de fotografias do fotógrafo.


10 de abril de 2012

#87 A Cor do Tempo

Já quase noite, com o Sol para lá dos montes mas ainda com luz suficiente para dizer que é dia. Um carro que se desloca no sentido norte/sul. O tempo passa em manchas de luz, deixando para trás o momento presente feito passado. Também eu sou ultrapassado por este tempo que me toca e foge na insinuação do futuro.








21 de março de 2012

#86 Mão

Esta é uma mão direita, mas não é ideologizada, essa é a outra, a esquerda. Esta é a mão que escreve, a mão que trabalha, a mão que leva a comida à boca, a mão calorosa do cumprimento, a mão da despedida. Esta é uma grande mão.

9 de março de 2012

#85 Dia da Mulher

Todos os dias são dias, umas vezes da mãe outros do pai, da liberdade, da música, do trabalhador e assim sucessivamente. Todos estes dias são dias todo o ano, por isso se diz que Natal não é só em Dezembro, mas sempre que se quiser. É como o dia da mulher que tem a validade da vida, e que não é quando se quer, porque se quer sempre.

28 de fevereiro de 2012

#84 Cante Alentejano

Ombro com ombro. numa cadência balanceada, primeiro o Ponto, depois o Alto e em seguida o Coro, assim canta um povo que luta e labuta numa terra de encantamentos.
Grupo Coral e Etnográfico os Camponenses de Pias.

22 de fevereiro de 2012

#83 Metáfora

Se tudo pode ser metáfora para a vida, então esta fotografia pode ser uma dessas figuras de estilo a quer significar que a vida é algo mais do que um simples bafejo biológico, e que os turtuosos caminhos seguidos nos conduzem a lugares inusitados.

9 de fevereiro de 2012

#82 Fotografia de Coimbra

José Luís Peixoto, in Gaveta de Papéis

Coimbra é a cidade e a esperança dos domingos à tarde. Um calendário abandonado no bolso do casaco é Coimbra. Coimbra são as fotografias reveladas de um rolo antigo, esquecido numa gaveta. E, no entanto, enquanto falamos, Coimbra existe e corre no recreio. Existe ar que é respirado apenas por Coimbra. Existe um coração no seu peito a bater, e esse é um milagre de deus que transcende deus.





22 de janeiro de 2012

#81 Tejo

Uma tarde de Abril, viagem no Tejo entre o Barreiro e o Terreiro do Paço.

11 de janeiro de 2012

#80 Trancoso

Trancoso, terra de muitas batalhas, de reis e rainhas, do profeta Bandarra (autor das Trovas messiânicas do sebastianismo) e do Padre Francisco Costa (que supostamente terá tido 275 filhos de 54 mulheres). Por aqui faz muito frio e chega a haver sincelo, mas com castanhas, sardinhas doces e a simpatia das pessoas não há frio que resista.
Fotografias tiradas com uma lente Nikkor olho de peixe.















2 de janeiro de 2012

#79 Mondego

Rio Mondego, visto da margem esquerda para a margem direita.


21 de dezembro de 2011

#78 Comunião

Vivem-se tempos difíceis de uma crise preocupante, em que de repente as questões com o trabalho, salário e consumo parecem impossibilitar a felicidade das pessoas. Não estou a falar da felicidade de comprar coisas, nem tão pouco da felicidade inerente à segurança e bem-estar, ou de uma suposta felicidade religiosa. Falo da sanidade mental para nos encantarmos com o mundo e as pessoas, para estarmos com os amigos e a família, para compartilharmos afectos. Esta fotografia é um retrato dessa felicidade, foi tirada por Khalid Fekhari em Marraquexe durante uma encantadora refeição, em que mais do que se encher barriga se preencheu o peito de felicidade. Numa sequência que começa nas mãos mais idosas, estão presentes Zineb, Marta, Rachida, Saad, Carlos, Cristina, Kenza e Ismail em total comunião.
E porque esta fotografia é representativa de pureza do Natal, o Centro de Estudos Sociais escolheu-a para dar as Boas Festas, sendo aqui colocada para vos desejar felicidades nos tempos que correm.

13 de dezembro de 2011

#77 O Pico do Pico

O Pico é o ponto mais alto de Portugal, com 2351 metros, mas não é por isso que sai assim do meio das nuvens. Esta é uma terra de mistérios e encantamentos, e o Pico sendo uma enorme massa por vezes volatiliza-se, e fica ali como que a flutuar na sua condição de ilha num mar de algodão.


Esta fotografia foi tirada da janela de um avião, em Fevereiro de 2005, quando voava da Terceira para o Faial. Fiquei deslumbrado.


4 de dezembro de 2011

#76 Perspectiva capilar do céu

Jardins de Serralves, Porto, 1/12/2011.




25 de novembro de 2011

#75 Saberes em Diálogo

O Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra realiza, de há dois anos a esta parte, um ciclo de seminários designado “Saberes em Diálogo”. O último debate realizou-se no passado dia 23 de Novembro, tendo sido dedicado ao tema “Narrativas do Social: testemunho, denúncia e transformação”. Neste debate, moderado por Ana Raquel Matos, participaram como oradores: Ana Bacalhau, vocalista dos Deolinda, Bruno Sena Martins, Antropólogo e Bloguista, Claudino Ferreira, Sociólogo e José Luís Peixoto, Escritor.
As diferentes perspectivas que foram apresentadas sobre o tema ajudaram a compreender a forma como muitas dessas narrativas invadem o nosso quotidiano e como, cada uma delas, à sua maneira, se mostra capaz de influenciar, às vezes de forma indelével, os discursos que elaboramos sobre a realidade.
Mais do que se apreendeu sobre o tema em si, e foi muito, reclama-se por mais iniciativas deste género, onde os saberes universitários cedam a pôr o pé em zonas de contacto epistemológico, abrindo-se ao diálogo com outros saberes, em reconhecimento do proveito que pode resultar dessa partilha, para todos: peritos e leigos.
Sobre este debate em particular fica uma nota relativa à escolha acertada dos oradores. As narrativas sobre “as narrativas do social”, acima de tudo, mostraram que a realidade é constituída por verdadeiras “histórias com gente dentro”.


Ana Bacalhau (vocalista dos Deolinda)

Bruno Sena Martins (antropólogo e bloguista)
Claudino Ferreira (sociólogo)
José Luís Peixoto (escritor)

Ana Raquel Matos (Socióloga e moderadora) e José Luís Peixoto








16 de novembro de 2011

#74 A concertina do Artur

Esta é a concertina do Artur Ferandes. O Artur é um grande músico, envolvido em muitos projectos musiciais, sendo o mais significativo o das Danças Ocultas. Em tempos explicou-me o que era uma concertina, o que a distinguia de um acordeão, qual era a mecânica do som deste instrumento. Diz o Artur, no livro Alento, "tocar uma nova música neste instrumento exige toda uma nova atitude. Porque a concertina é como um espelho - não nos mente. Quando estamos bem, quando estamos preparados, o instrumento entende. É como se dissesse: 'vá lá! Toca lá isso'". Este instrumento toca-se abraçado, e a música que dele sai é envolvente, pelo menos a música do Artur é. Quem quiser ouvir o som desta concertina pode ir aqui ou aqui.














3 de novembro de 2011

#73 Hércules e Aqueloo

Hércules e Aqueloo, o deus-rio, apaixonaram-se ambos pela princesa Deianira. A princesa havia sido prometida a Aqueloo, contudo Hércules, após retornar do reino dos mortos, desafiou Aqueloo para um combate, sendo que aquele que vencesse ficaria com Deianira. Os dois rivais confrontaram-se assim numa luta feroz, corpo a corpo. Aqueloo que possuía a capacidade de se metamorfosear transformou-se inicialmente numa serpente que com os seus silvos espantosos tentou amedrontar Hércules. Mas este não se intimidou e agarrando o bicho pelo pescoço estava prestes a estrangulá-lo quando Aqueloo se transformou num touro. Então, no meio da luta, Hércules arrancou um corno ao touro, e Aqueloo humilhado fugiu. As ninfas apanharam aquele corno, encheram-no de flores e frutos, fazendo dele a cornucópia da abundância. Hércules entretanto casou com Deianira.
A estátua, que ilustra a luta entre os dois deuses, foi feita por François Joseph Bosio, em 1824, e está no Museu do Louvre, onde a fotografei em Agosto de 2007.









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