26 de julho de 2012
Diogo Infante e João Gil interpretam Ode Marítima. Coimbra, Festival das Artes, Quinta das Lágrimas, Anfiteatro Colina de Camões, 24 de Julho de 2012.
Ah seja como for, seja por onde for, partir!
Largar por aí fora, pelas ondas, pelo perigo, pelo mar.
Ir para Longe, ir para Fora, para a Distância Abstrata,
Indefinidamente, pelas noites misteriosas e fundas,
Levado, como a poeira, plos ventos, plos vendavais!
Ir, ir, ir, ir de vez!
Ode Marítima, Álvaro de Campos
3 de julho de 2012
#93 Manequim tranquilo
Com ar de ator de cinema dos anos 50, canastração sedutor,
olha quem passa com a altivez de quem já está naquela montra há muito tempo. Um
manequim tranquilo, que assistiu a muitas modas e que sorri para as novas
tendências.
10 de junho de 2012
25 de maio de 2012
#91 Académica de Coimbra
Uma noite de festa, de emoções, de gritos e cânticos. Na noite de 20 de Maio, Coimbra era uma cidade feliz. Setenta e três anos depois a AAC voltou a ganhar a Taça de Portugal. BRIOSSSSSSAA!!!!!!
Etiquetas: Desporto, Reportagem
10 de maio de 2012
28 de abril de 2012
#89 Urban Sketchers Coimbra
Hoje a baixa de Coimbra estava cheia de urban sketechers, desenhadores do quotidiano que espontaneamente desenham o que se lhes oferece à vista. Em pequenos cadernos, com mais ou menos jeito para desenhar, esboçavam uma Coimbra por vezes desapercebida.
Etiquetas: Reportagem
19 de abril de 2012
#88 Robert Doisneau
Robert Doisneau é um dos fotógrafos mais famosos de sempre, sendo conhecido pelas suas fotografias de Paris. O Beijo no Hotel de Ville é a sua imagem mais icónica e polémica, pois se durante muito tempo foi considerada como uma imagem perfeita pela espontaneidade e oportunidade com que foi obtida, mais tarde descobrir-se-ia que os dois amantes eram modelos contratados por Doisneau para encenarem o momento. Contudo a fotografia perdurou como a imagem cliché do romantismo na cidade luz.
Munido de uma Leica, o fotógrafo retratou com sensibilidade e ironia o quotidiano de distintas classes sociais, de homens e mulheres e sobretudo de crianças. Num olhar que perdurou no tempo, antes e depois da II Guerra, as suas fotografias conservaram sempre o sentido de humor e a expressividade estética do preto e branco.
No dia 14 de Abril celebrou-se o centenário do nascimento de Roberto Doisneau, e como homenagem deixam-se aqui algumas fotografias tiradas a partes de fotografias do fotógrafo.
Munido de uma Leica, o fotógrafo retratou com sensibilidade e ironia o quotidiano de distintas classes sociais, de homens e mulheres e sobretudo de crianças. Num olhar que perdurou no tempo, antes e depois da II Guerra, as suas fotografias conservaram sempre o sentido de humor e a expressividade estética do preto e branco.
No dia 14 de Abril celebrou-se o centenário do nascimento de Roberto Doisneau, e como homenagem deixam-se aqui algumas fotografias tiradas a partes de fotografias do fotógrafo.


10 de abril de 2012
#87 A Cor do Tempo
Já quase noite, com o Sol para lá dos montes mas ainda com luz suficiente para dizer que é dia. Um carro que se desloca no sentido norte/sul. O tempo passa em manchas de luz, deixando para trás o momento presente feito passado. Também eu sou ultrapassado por este tempo que me toca e foge na insinuação do futuro.




21 de março de 2012
#86 Mão
Esta é uma mão direita, mas não é ideologizada, essa é a outra, a esquerda. Esta é a mão que escreve, a mão que trabalha, a mão que leva a comida à boca, a mão calorosa do cumprimento, a mão da despedida. Esta é uma grande mão.
9 de março de 2012
#85 Dia da Mulher
Todos os dias são dias, umas vezes da mãe outros do pai, da liberdade, da música, do trabalhador e assim sucessivamente. Todos estes dias são dias todo o ano, por isso se diz que Natal não é só em Dezembro, mas sempre que se quiser. É como o dia da mulher que tem a validade da vida, e que não é quando se quer, porque se quer sempre.
28 de fevereiro de 2012
#84 Cante Alentejano
Ombro com ombro. numa cadência balanceada, primeiro o Ponto, depois o Alto e em seguida o Coro, assim canta um povo que luta e labuta numa terra de encantamentos.
Grupo Coral e Etnográfico os Camponenses de Pias.

22 de fevereiro de 2012
#83 Metáfora
Se tudo pode ser metáfora para a vida, então esta fotografia pode ser uma dessas figuras de estilo a quer significar que a vida é algo mais do que um simples bafejo biológico, e que os turtuosos caminhos seguidos nos conduzem a lugares inusitados.
Etiquetas: Natureza
9 de fevereiro de 2012
#82 Fotografia de Coimbra
José Luís Peixoto, in Gaveta de Papéis
Coimbra é a cidade e a esperança dos domingos à tarde. Um calendário abandonado no bolso do casaco é Coimbra. Coimbra são as fotografias reveladas de um rolo antigo, esquecido numa gaveta. E, no entanto, enquanto falamos, Coimbra existe e corre no recreio. Existe ar que é respirado apenas por Coimbra. Existe um coração no seu peito a bater, e esse é um milagre de deus que transcende deus.
Etiquetas: Paisagem urbana
22 de janeiro de 2012
11 de janeiro de 2012
#80 Trancoso
Trancoso, terra de muitas batalhas, de reis e rainhas, do profeta Bandarra (autor das Trovas messiânicas do sebastianismo) e do Padre Francisco Costa (que supostamente terá tido 275 filhos de 54 mulheres). Por aqui faz muito frio e chega a haver sincelo, mas com castanhas, sardinhas doces e a simpatia das pessoas não há frio que resista.
Fotografias tiradas com uma lente Nikkor olho de peixe.

Fotografias tiradas com uma lente Nikkor olho de peixe.



2 de janeiro de 2012
21 de dezembro de 2011
#78 Comunião
Vivem-se tempos difíceis de uma crise preocupante, em que de repente as questões com o trabalho, salário e consumo parecem impossibilitar a felicidade das pessoas. Não estou a falar da felicidade de comprar coisas, nem tão pouco da felicidade inerente à segurança e bem-estar, ou de uma suposta felicidade religiosa. Falo da sanidade mental para nos encantarmos com o mundo e as pessoas, para estarmos com os amigos e a família, para compartilharmos afectos. Esta fotografia é um retrato dessa felicidade, foi tirada por Khalid Fekhari em Marraquexe durante uma encantadora refeição, em que mais do que se encher barriga se preencheu o peito de felicidade. Numa sequência que começa nas mãos mais idosas, estão presentes Zineb, Marta, Rachida, Saad, Carlos, Cristina, Kenza e Ismail em total comunião.
E porque esta fotografia é representativa de pureza do Natal, o Centro de Estudos Sociais escolheu-a para dar as Boas Festas, sendo aqui colocada para vos desejar felicidades nos tempos que correm.
E porque esta fotografia é representativa de pureza do Natal, o Centro de Estudos Sociais escolheu-a para dar as Boas Festas, sendo aqui colocada para vos desejar felicidades nos tempos que correm.
13 de dezembro de 2011
#77 O Pico do Pico
O Pico é o ponto mais alto de Portugal, com 2351 metros, mas não é por isso que sai assim do meio das nuvens. Esta é uma terra de mistérios e encantamentos, e o Pico sendo uma enorme massa por vezes volatiliza-se, e fica ali como que a flutuar na sua condição de ilha num mar de algodão.
Esta fotografia foi tirada da janela de um avião, em Fevereiro de 2005, quando voava da Terceira para o Faial. Fiquei deslumbrado.
4 de dezembro de 2011
25 de novembro de 2011
#75 Saberes em Diálogo
O Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra realiza, de há dois anos a esta parte, um ciclo de seminários designado “Saberes em Diálogo”. O último debate realizou-se no passado dia 23 de Novembro, tendo sido dedicado ao tema “Narrativas do Social: testemunho, denúncia e transformação”. Neste debate, moderado por Ana Raquel Matos, participaram como oradores: Ana Bacalhau, vocalista dos Deolinda, Bruno Sena Martins, Antropólogo e Bloguista, Claudino Ferreira, Sociólogo e José Luís Peixoto, Escritor.
As diferentes perspectivas que foram apresentadas sobre o tema ajudaram a compreender a forma como muitas dessas narrativas invadem o nosso quotidiano e como, cada uma delas, à sua maneira, se mostra capaz de influenciar, às vezes de forma indelével, os discursos que elaboramos sobre a realidade.
Mais do que se apreendeu sobre o tema em si, e foi muito, reclama-se por mais iniciativas deste género, onde os saberes universitários cedam a pôr o pé em zonas de contacto epistemológico, abrindo-se ao diálogo com outros saberes, em reconhecimento do proveito que pode resultar dessa partilha, para todos: peritos e leigos.
Sobre este debate em particular fica uma nota relativa à escolha acertada dos oradores. As narrativas sobre “as narrativas do social”, acima de tudo, mostraram que a realidade é constituída por verdadeiras “histórias com gente dentro”.
As diferentes perspectivas que foram apresentadas sobre o tema ajudaram a compreender a forma como muitas dessas narrativas invadem o nosso quotidiano e como, cada uma delas, à sua maneira, se mostra capaz de influenciar, às vezes de forma indelével, os discursos que elaboramos sobre a realidade.
Mais do que se apreendeu sobre o tema em si, e foi muito, reclama-se por mais iniciativas deste género, onde os saberes universitários cedam a pôr o pé em zonas de contacto epistemológico, abrindo-se ao diálogo com outros saberes, em reconhecimento do proveito que pode resultar dessa partilha, para todos: peritos e leigos.
Sobre este debate em particular fica uma nota relativa à escolha acertada dos oradores. As narrativas sobre “as narrativas do social”, acima de tudo, mostraram que a realidade é constituída por verdadeiras “histórias com gente dentro”.
Claudino Ferreira (sociólogo)
José Luís Peixoto (escritor)
Ana Raquel Matos (Socióloga e moderadora) e José Luís PeixotoEtiquetas: Pessoas, Reportagem
16 de novembro de 2011
#74 A concertina do Artur
Esta é a concertina do Artur Ferandes. O Artur é um grande músico, envolvido em muitos projectos musiciais, sendo o mais significativo o das Danças Ocultas. Em tempos explicou-me o que era uma concertina, o que a distinguia de um acordeão, qual era a mecânica do som deste instrumento. Diz o Artur, no livro Alento, "tocar uma nova música neste instrumento exige toda uma nova atitude. Porque a concertina é como um espelho - não nos mente. Quando estamos bem, quando estamos preparados, o instrumento entende. É como se dissesse: 'vá lá! Toca lá isso'". Este instrumento toca-se abraçado, e a música que dele sai é envolvente, pelo menos a música do Artur é. Quem quiser ouvir o som desta concertina pode ir aqui ou aqui.


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